Crônica de minuto #41

Uso cheques há duas dúzias de anos. Nesse tempo, quase tudo mudou no planeta. Menos o talão de cheques. De layout essencialmente intacto ao longo do século, necessário no comércio que não se rendeu aos meios eletrônicos de pagamento e útil nas horas em que o “sistema” dá pane, o objeto guarda as características de seus ancestrais. Em especial, o prolixo canhoto.

Com bankline, cartão de débito, cartão de crédito e programinhas para gerenciar a vida financeira, nem o cidadão com TOC controla tanto dado. Tirando os campos “pago a”, “em” (data) e “este cheque” (valor), não escrevo mais nada. Saldo anterior, lançamentos, total,  saldo atual… O pessoal de trás na fila do supermercado há de chiar, se o cidadão resolve anotar tudo.

Um sorvete para quem põe lá “saldo anterior”. Duplo com cobertura para quem registra, faz as contas e atualiza o “saldo atual”. Quem? Quem?

6 comentários sobre “Crônica de minuto #41

  1. Nossa, deixei de usar talão de cheques há tanto tempo!! Agora só cartão de crédito e débito e internet bancking, só vou ao banco quando é realmente necessário.
    Sempre tento fazer minhas contas, geralmente em uma planilha no excel, mas nunca levo adiante. Tentei recomeçar a fazer esse cálculo no início de março passado, mas como me conheço, sei que não sou merecedor desse sorvete!

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  2. nao uso cheques ha mais de 12 anos. mas tenho muitas amigas que compravam joias ( que eu vendia) e escreviam nos canhotos do cheque: acougue, farmacia, empregada…

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