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Feliz aniversário para o blog.

Queridos e queridas

Há sete anos, em 11 de abril de 2009, eu estreava como blogueira.

Naquele sábado, meio tímida e insegura, eu publicava “A.E.I.O.U.W.W.W.”, uma crônica sobre a internet. (Nem imaginava que, três anos depois, eu estrearia como escritora e com um livro justamente sobre ela.)

fdm aeiou

O blog foi ensaiado à exaustão, posto que sou touro com ascendente em mula. Eu costumava escrever as crônicas e mostrá-las apenas a duas amigas queridas, Flávia Aidar e Januária Alves, que, pacientemente liam tudo e me incentivavam, mesmo quando o texto era uma porcaria. Amigo também é para essas coisas. Janu, alguns anos depois, viria a ser a pessoa que me apresentaria ao mundo dos livros e me mostraria que eu também era capaz de fazê-los. Não tem como não amá-las, e muito.

Um dia, lá em 2009 ainda, acordei petulante e resolvi mostrar um dos meus textos para a Cris Guerra, do Hoje Vou Assim. Eu não a conhecia. Ela gostou e resolveu publicar o link da minha Brincadeira Séria em seu blog e os leitores dela resolveram vir, em peso, ler. E eu resolvi que a Cris é minha fada madrinha.

Em sete anos meus filhos cresceram, meus cabelos branquearam, avermelharam, eu me tatuei um tanto, publiquei um livro, o segundo está a caminho e eu contei muitas histórias por aqui.

Com vocês, uma geral desses sete anos de blogagem:

  • 380 mil visitas
  • 573 textos, entre crônicas, minicontos, cartas e poesias
  • 4.737 comentários (Eu sempre me espanto com esse número porque, desses, se até hoje recebi uns cinco falando mal do blog, me botando no lixo, foi muito. Juro. Vocês são muito bonzinhos.)

Estas são as leitoras e o leitor que mais comentaram e comentam por aqui . Não são os únicos comentadores “de carteirinha”, mas o WordPress só listou os Top 7, fazer o quê. A todos, desta micro lista e da lista imensa que mora em meu coração, dedico a minha maior e melhor gratidão. Este blog me deu e continua dando bons amigos, desses de tomar café junto, abraçar, contar causo, rir, chorar.

fdm comentadores

 

O blog também já teve várias carinhas nesses sete anos. Algumas delas:

fdm carinha 1 x

fdm carinha 6 x

fdm carinha 4 x

 

Os posts mais lidos até hoje:

Carta para a amiga que foi embora (e eu gosto de fantasiar que é ela, a própria, que vem ler)

Brincadeira Séria

Certinhos

Café com os medos

Chega de cinza

E de onde os leitores vêm?

  • Brasil
  • EUA
  • Portugal
  • Reino Unido
  • França

E de vez em quando aparece alguém perdido do Quênia, Bangladesh, Bahrein…

Tirando os leitores que visitam o blog intencionalmente, algumas pessoas chegam até aqui porque pesquisam, nos sites de busca, palavras-chave ou termos, que listam o FDM dentre os resultados. E isso sempre me diverte. De vez em quando o Google lista coisas assim (transcrevi aqui exatamente como as pessoas digitaram):

Nomes para sapos

voce ja ouviu falar em esminhocar observando a sua formacao que significado voce acha que tem essa palavra

a abelha consegue voar pq é surda

quanto tempo leva para a pessoa te procurar depois de fazer a amarração

greve por melhores mesadas, e se eu não der? eu não tomo mais banho

como ser uma pessoa certinha

como deixar de ser certinha

Nesses sete anos, confesso, já tive vontade de matar o blog várias vezes. Duas coisas não me deixam fazer isso: vocês e eu. (Nós, portanto.) Vocês, porque me leem e gostam e me contam isso e me botam pra cima e pra frente. Eu, porque se não escrevesse ficaria tudo ardendo aqui dentro e provavelmente eu já teria somatizado e sucumbido.

E já estive perto, muito perto de postar a última crônica. Porque é assim, gente: nem sempre escrever é uma delícia. Nem sempre os textos saem facinhos (às vezes, só tenho o fim; ou só o começo; ou só o meio.) Escrever cansa. Mas também salva.

E só sei que hoje a data é muito querida.

E só sei que queria dar um beijo e um abraço demorados em cada um de vocês que estão sempre por aqui – desde 2009, e os que chegaram depois, e os que estão chegando hoje.

Gratidão define.

Com carinho,

Sil

Hoje não tem, mas tem.

Caros leitores

Hoje não tem crônica nova. Na minha página no Facebook, repostei o link para outro texto, publicado aqui em 2010: Carta para a amiga que foi embora. Essa carta já foi vista quase dez mil vezes (é o segundo post mais lido do blog). Gosto de imaginar que é ela, do lado de lá, que fica relendo… 

Trechinho:

(…) Recebi a notícia dias depois. Sua mãe contou para minha irmã. Que falou para o meu marido. Que me contou. Lembrei de nós duas no pátio da escola, trinta e tantos anos atrás, brincando de telefone sem fio. A graça era quando o último entendia um absurdo qualquer, diferente do que o primeiro havia falado. Naquele dia, eu fui a menina da ponta. E entendi certo. Não valeu. (…)

Beijos e até sexta!

Silmara

Meu primeiro livro!

“O primeiro ISBN a gente não esquece”.

Pessoas queridas: publiquei meu livro!

Não é o das crônicas deste blog, ainda. É sobre internet. Traz um pouco de história, fala sobre as gerações X, Y e Z, ética, netiqueta, a nova linguagem, curiosidades e, principalmente, os ‘perigos’ que rondam os jovens internautas. A ideia é ajudá-los a entender como a rede funciona, para que naveguem com segurança e sem cair em roubadas.

Sob a batuta de Januária Alves, o livro faz parte da Coleção Informação e Diálogo da Editora Moderna, recomendada para a moçada do ensino fundamental II. A coleção conta com mais um título – “O que você quer ser quando crescer” -, da amiga Dinah Salles de Oliveira, sobre trabalho e empreendedorismo (tem crônica minha lá).

Já, já, em todas as livrarias do país. E, tomara, na sua estante e no seu tablet também.

Nota: semana que vem as crônicas voltam!