Gato on-off

gato-fluorescenteFoto: Efe

Gatos que brilham no escuro. Não, não estamos falando daquelas figurinhas que vinham nos pacotes de salgadinhos. A gente grudava na parede do quarto, apagava a luz e lá ficava a  figurinha. Brilhando.

Falo dos gatos que os cientistas sul-coreanos clonaram há uns anos. Dizem que os bichanos fluorescentes vão ajudar nos tratamentos para doenças genéticas humanas. Eles brilham somente quando ficam sob luz ultra-violeta, mas não resisto e fico imaginando a vida a partir da insólita experiência.

Você está lá, pronto para dormir, o gato vem chegando de mansinho e se aninha no edredon, você apaga a luz e… pimba. O gato acende. E fica lá, lambendo a pata e iluminando o quarto inteiro. Será o fim da indescritível experiência de dormir com gatos ao pé da cama. Quem tem medo de dormir no escuro, por outro lado, terá uma boa opção para lidar com a fobia, e de quebra esquentar os pés. Também estará encerrada a sorrateirice felina, uma vez que os gatos se valem do escuro e da visão privilegiada para caminhar por onde não devem e fazer coisas que seus donos não aprovariam, estivessem de dia. A cena: noite alta, céu risonho, o gato aproveita para zanzar pela pia à procura de algo interessante. O dono, insone, levanta-se de madrugada e vai andar um pouquinho, para ver se o sono vem. Lá do corredor vem a bronca: Sai já daí!

E agora, como fica a vida dos peludos, pilhados em suas atividades noturnas? Nos telhados, pontos de luz para lá e para cá. Um espetáculo. O que facilita a mira do balde d’água e do sapato, porém. No pet-shop, o anúncio: vende-se filhotes de gato, acesos e apagados. Qual será mais caro?

Definitivamente, os cientistas esqueceram de perguntar aos gatos se eles desejam brilhar no escuro. Se o tivessem feito, seriam persuadidos por eles (e gato é bom nisso) a fazer a tal experiência com ratos. Os gatos iriam adorar: menos trabalho para caçá-los. Ou então, os cientistas poderiam inspirar-se no belíssimo Um dia, um gato, filme tcheco da década de 60, e criar gatos que revelassem o caráter das pessoas. No filme, um gato mágico usa óculos e, se lhe tiram o acessório, as pessoas ficam coloridas, de acordo com seu caráter. O mentiroso fica roxo; o falso, amarelo, e assim vai. Isso sim, ajudaria no tratamento de muitos males desta nossa espécie.

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