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Crônica de minuto #61

mentalize-itaiana
“Mentalize”, Itaiana Battoni

Vi no jornal da TV, a moça do tempo está grávida. Pensei: hoje está bom para escrever um pouquinho. Temperatura mínima de duas palavras, máxima de duas mil. Pancadas de café ao longo do dia.

A moça do tempo está grávida. Ela espera el niño. A espera, invariavelmente, é feita de tempo. Tempo bom, tempo nublado, tempestade, furacão. Todas as condições cabem numa barriga de mulher.

A moça do tempo está grávida. Ela mostra onde vai fazer frio. Dentro dela, no entanto, é sempre verão. Seu corpo é um mapa múndi e ela está grávida de sol, encoberto por nuvens de curiosidade, “Como será o rostinho?”. O tempo, eterno gestante, vai parindo a todo instante. Seus filhos se chamam acontecimentos.

A moça do tempo não sabe a hora que seu bebê vai nascer. Quando sentir que chegou a vez, irá ventando para a maternidade. Nesse dia, será que vai chover nos olhos dela? Não sei. Mas a previsão é que ele seja muito amado.

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O parto da Maria-Fedida

Bem que vi, dia desses, uma porção de ovinhos grudados na parede de fora. Pareciam sagu. Sem saber de que eram, deixei-os por ali. Dei palpite: “é de aranha”. Com tanta planta no condomínio, o padrão de vida delas aqui é bom.

Memorizei o local, para dar uma espiadinha de vez em quando. Chegava bem perto, e lá estavam eles. Foram mudando de cor, numa animada paleta biológica. Primeiro, ligeiramente perolados. Depois, cinzentos. Então ficaram transparentes e pude ver os bebês, preto-alaranjados, em formação. Mamãe-inseto nem precisa de ultrassom.

Esqueci-me e descontinuei a observação. Quando lembrei, os ovinhos já haviam eclodido, estavam secos e transparentes. Ao redor, oito dos recém-nascidos. De preto-alaranjados, eles tornaram-se cinza-claro. Não levo jeito para entomóloga, então continuei chamando tudo de aranhinha.

***

Hoje cheguei do supermercado e vi uma Maria-Fedida na parede, perto da porta. Sempre tem uma no pedaço. É o terror da criançada, nunca compreendi o escarcéu. Tem o fedozinho, é verdade, mas ela não fede em tempo integral. Se a deixam quieta em seus afazeres de artrópode, ela não empesteia. Gente só fica catinguenta se transpirar demais, se não tomar banho. Maria-Fedida só cheira mal se ameaçada ou atacada. Tudo na vida tem causa e efeito.

Dizem que Maria-Fedida é praga, que arruína plantação, que isso, que aquilo. Mas praga depende do ponto de vista, e isso nenhum antropocentrista diz.

Para as focas, homens são pragas. Elas só não sabem, coitadas, como acabar com os homens. Soubessem, fariam tudo para espantar os que vão todo ano caçá-las.

O antibiótico é a praga, no referencial de uma bactéria. O veneno que aniquila sua população. Soubessem usar a internet, as bactérias fariam blogs e tutoriais com dicas sobre “como acabar com as pessoas”.

Na história contada do mundo, mais importante que o fato, é o ponto de vista.

Então vi a Maria-Fedida perto da porta. Estava quietinha; pousei as compras no chão e a encarei. Seu corpo lembra um pentágono. Se fosse mulher, a Maria-Fedida seria essas que têm o ombro mais largo que o quadril. Quase todas as minhas tias eram assim.

De repente, ela bota um ovo! Um não, dois. Dois? Não, três. Espera, quatro. Cinco. Seis.

Pacientemente, a Maria-Fedida pariu seus filhos. Então era ela (ou alguma colega) que andava fazendo minhas paredes de maternidade, esse tempo todo. Permaneci imóvel e em silêncio, guardando distância, de modo a não atrapalhá-la. Em meus dois partos, ninguém me encheu o saco, nem ficou me cutucando. Achei respeitoso fazer isso por ela.

Corri por as compras na cozinha e voltei. Pude ainda acompanhar o décimo-quarto e último ovinho. Trabalho feito, ela se mandou. Nada como o parto natural.

Fiquei olhando os quatorze embriões no vão da alvenaria, sozinhos no mundo. Eles agora só têm um ao outro e, já já, nem isso. Seguirão suas vidas de Mariazinhas-Fedidas e será cada um por si, o Deus-Inseto por todos.

E eu, que nunca assistira ao parto de uma Maria-Fedida, lembrei dos dois que vivi. E se não fôssemos a supremacia intelectual do planeta, e outra espécie superior se pusesse a me observar enquanto eu dava à luz? E se rissem de mim? E se resolvessem acabar comigo num piparote? Tive, naquela hora, compaixão por sua vulnerabilidade e certa inveja de sua biologia tão simples e sem firula.

Ela, que também é Maria. Que também é mãe.

Das causas desconhecidas

Ilustração: Lamerie

E Leo foi encontrado em sua casa, mortinho da silva, numa manhã de segunda-feira. Era dezembro, pouco antes do Natal. Causa desconhecida, disseram.

De véspera, Leo parecia normal. Recebeu visitas, posou para fotos, tudo nos conformes. Tinha dezessete anos. Vivia com a esposa e a filha no zoológico de Brasília. Leo era uma girafa. Ou “um girafo”, como diria minha filha.

Causas desconhecidas incomodam. Prefere-se as causas reveladas, as que se mostram, entendíveis. O escuro das razões não faz bem à cegueira humana. Já para os bichos, tanto faz.

Foi na escola primária que aprendi sobre os substantivos epicenos, aqueles que só têm uma forma – a girafa, o tatu -, sendo necessário explicar em seguida: macho ou fêmea. Eu gostava das aulas de português, com suas causas sempre conhecidas.

Yaza, a viúva, há de ter sentido a falta do marido nos primeiros dias, no pasto onde costumavam passar o dia e namorar. Girafas viúvas, porém, não fazem escândalo. Não se vestem de preto, não choramingam pelos cantos, não deixam de se alimentar por conta do luto. Não são girafas de Atenas. Nem sabem onde fica isso, tampouco ouviram falar do Chico – desconhecem o assunto por completo e, por isso mesmo, não sofrem.

Com a morte do patriarca, trouxeram de volta Zagalo, o primogênito (filho do Leo com outra girafa, a Bia), que morava no zoo do Rio. Para Evelise, a filhota, foi bom: conheceu seu meio-irmão. E Yaza deve ter ficado feliz com sua presença, um trecho do seu amor. (Ah, humanizar a vida animal é tão alentador.)

Disseram também que Yaza estaria prenha do Leo, os funcionários vinham achando a pescoçuda meio diferente. Fêmeas grávidas, de qualquer espécie, ficam “diferentes”. A natureza dos bichos e das pessoas é cheia de histórias assim: um pai que morre antes do filho nascer, uma mãe que falece no parto. É a vida, tratando de continuar. Com suas causas – sabidas, desejadas, ou não.


Baseado em uma história real (“Zoológico de Brasília ainda não sabe o que causou morte de girafa”)

O retrato

Ilustração: Mr. Pony/Flickr.com

Pediram ao rapaz que passava para tirar uma foto deles, queriam se registrar com seus novos olhares. Olhar de quem acabara de ver o resultado do exame que mudaria suas vidas dali prováveis trinta e seis semanas. Eufórico, sem ouvir a resposta – se o rapaz poderia ou não fazer a gentileza, e se estivesse atrasado para a aula? –, o futuro papai lhe entregou o celular e correu montar a pose junto à futura mamãe. Era um desses aparelhos de última geração, simples para uns, objeto de ficção científica para outros. O rapaz ficou imóvel, a câmera de não sei quantos megapixels focalizando a calçada e um canto da floreira de antúrios meio murchos.

– Vai, tira! – disse a moça, excitadíssima sob sua nova condição, posicionando o exame em frente à barriga ainda inalterada.

O rapaz chamou o pai de lado.

– Como é que faz? – sussurrou. Carecia de uma ajudinha técnica.

– Enquadra e clica aqui.

O pai voltou para seu posto, a moça agora experimentava outras posições. Exame ao lado do rosto grávido, o dedão para cima, informando o óbvio ‘positivo’.

– Vai logo, moço! – pediu, congelando o sorriso.

– Enquadro, até aí ok. Depois onde aperta, mesmo?

O pai, de seu lugar, relembrou:

– Nesse botãozinho aí embaixo, está vendo?

A moça mudara novamente o exame de lugar. Agora queria que os dois fizessem um coração com as mãos, e ela, com a mão livre, seguraria o papel à sua frente. Ficou meio complicado, mas eles deram um jeito. A ocasião merecia o esforço.

– Enquadrou? – perguntou o pai.

– Enquadrei. Agora é só ‘bater’?

– Isso, é só ‘bater’! – responderam, num aflito coro. As mãos em processo de câimbra, o tal coração.

A moça grita, “Para tudo!”.

– Na frente do laboratório, amor. Pra gente se lembrar que foi aqui que fiz o exame.

Posicionam-se, se abraçam, montam o coração de mãos, lá vai o exame pro lugar, assim, pronto.

– Vai, moço!

– Onde é que aperta, mesmo?

A barriga dela começaria a crescer, e nada de foto. Oh paciência! Tudo na vida é gestação.

Desfizeram o abraço, desmontaram o coração, ela dobrou o exame ao meio, suspirou. O pai foi lá mostrar o processo ao rapaz, tim-tim por tim-tim. Que assistia, entusiasmado, completamente envolvido em sua missão.

– Segura assim…

– Seguro…

– Enquadra…

– Enquadro…

– E aperta aqui.

Click!

– E aperto. Entendi, pode ir lá com ela.

Abraço, coração de mãos, exame, pronto.

– Vai, moço!

– Espera um pouquinho… Isto aqui é assim mesmo?

Vinte e cinco minutos depois, amigos e parentes conferiam a recém-parida foto-notícia no Facebook da moça. Com os três, abraçados e sorridentes. Sem firulas com o exame e nada de coração de mãos, que isso era besteira. E a legenda, que ninguém entendeu: “Nosso bebê nasce em junho. Este é o Osmar, que também está muito feliz por nós”.

Os órfãos

Boneca reborn | Foto: Tea Drinker/Flickr.com

– Ficaram apertadas, tem trinta e oito?

Estava na vigésima segunda semana e seus pés não entravam em quase mais nenhum sapato. A tia, autora do presente e mãe de cinco filhos, deveria saber disso. Mas não sabia. Ou não se lembrou. Certas recordações da gravidez parecem ir embora com a placenta.

Aproveitou e calçou as sandálias novas ali mesmo, na loja. Pediu para embrulhar suas sapatilhas, naquela manhã notou que também já não lhe serviam mais. Antes que o vendedor as levasse, despediu-se delas: Quem sabe nos veremos no outono. Estranhou ver suas sapatilhas floridas, tão envelhecidas, naquela caixa nova. Elas, que ao longo dos meses, quando os primeiros inchaços surgiram, aprenderam os novos contornos dos seus pés. Elas, cujas rosas também já haviam mudado de tom, tal qual numa roseira. Era como se duas irmãs solteiras que viveram a vida inteira juntas na mesma casa fossem, de repente, morar em um apartamento novinho em folha. Os cheiros – de gente velha e de casa nova – não combinariam. Haveria certo estranhamento no início. Mas, pelo menos, teriam uma a outra. Por via das dúvidas, saindo da loja, abriu a sacola e as tranquilizou: Em casa coloco vocês de volta no armário.

Os corredores do shopping estavam lotados. Mais trocas que vendas, depois do Natal é sempre assim. Parou para comprar uma garrafa de água. Precisava descansar um pouco. Enquanto aguardava o troco, viu a loja. Aproximou-se. Na vitrine, pequenos bonecos imitavam, à perfeição, bebês recém-nascidos. Dispostos em graciosos e enfeitados bercinhos, as miniaturas humanas a assombraram: as bochechas meio amassadas como convém a quem, há pouco, deixara o útero constrito; os olhinhos ainda se acostumando à luz; os cabelos desgrenhados devidamente ajeitados sob toucas de lã; a pele arroxeada, as veias, as rugas, a lanugem. Pequeninos corpos de plástico, ainda encolhidos sob as amplas vestes de algodão. Lembrou de seus pés nas antigas sapatilhas, renascidos agora nas novas e espaçosas sandálias.

Ela nunca havia reparado naquela loja. Devem ter nascido no Natal, como Jesus Cristo – pensou. A vitrine era como um berçário de maternidade, daqueles que exibem os neonatais para parentes orgulhosos e curiosos de plantão. Com a diferença de que os recém-nascidos da loja não tinham mãe. Nem pai. Nem parente. Nem ninguém. Eram órfãos. Gerados pelo vinil e pelo silicone – sem pomba ou espírito santo. Paridos na manjedoura de algum artista plástico, sem direito às vacas para lhes aquecer, como no presépio. A loja, na verdade, era um imenso, triste e gelado orfanato.

Apertou as mãos contra a barriga e, movida por uma dolorosa piedade, entrou na loja e pediu para ver a menininha na ponta da vitrine, embrulhada no xale lilás. Aquela, que sugava o polegar. Ajeitou-a com cuidado no colo e, sabendo que deveria estar com fome, afastou-lhe carinhosamente o dedinho da boca, abriu a blusa e ofereceu-lhe o seio.

Exercício de paciência, parte 3

Aquela moça do Exercício de paciência, partes 1 e 2, agora vê seu rebento vir ao mundo, para alegria de todos. A nova mamãe, que já passou pela provação de ter que responder a um monte de perguntas para um monte de pessoas durante nove meses, agora está diante de um novo desafio: contar como tudo tem sido desde que o pimpolho nasceu. O folhetinho da FAQ (Perguntas Frequentes, do inglês Frequently Asked Questions) continua sendo instrumento dos mais úteis para mães com qualquer milhagem, e agora precisa ser atualizado. Acompanhe.

Ainda na maternidade, naquelas ‘visitinhas’ de três horas:

Foi normal ou cesárea? (no caso do visitante não ter acompanhado a gravidez através do folheto anterior)

Está doendo muito?

Quantos quilos? Quantos centímetros? (aliás, de onde virá essa fixação em saber peso e altura dos recém-nascidos?)

Com quem se parece?

Na primeira semana, já em casa:

Você está amamentando?

Se sim: Você tem bastante leite? Ele (o bebê) mama muito?

Se não, não há perguntas, mas um triste “Aaaahh”, ou um monte de “soluções”.

O irmão está com ciúmes? (se você já tiver um filho)

Ele (o bebê) acorda muito?

O Fulano (pai) já trocou fralda?

Com quem se parece?

Na terceira semana:

Você está muito cansada?

Você tem conseguido dormir?

O Fulano (pai) está ajudando você?

Com quem se parece?

Quando o bebê está com dois meses:

Ele (o bebê) está tendo cólicas?

Com quem se parece?

Quantos quilos você já perdeu?

Com três meses:

Ele ou ela? (quando você sai para passear e a roupinha é amarela)

Como se chama? (no mesmo passeio)

Hãn? (no mesmo passeio, se for um nome meio diferente)

Com quem se parece?

Quantos quilos você já perdeu?

Quatro meses:

Quando você volta a trabalhar?

Você tem babá ou vai pra escolinha?

Com quem se parece?

Quantos quilos você já perdeu?

Com cinco ou seis meses:

E aí, como foi voltar ao trabalho?

Já tem dentinho?

Já está engatinhando?

Quantos quilos você já perdeu?

Sete meses:

Ele (o bebê) está comendo de tudo?

Já quer ficar em pé?

Quantos quilos você já perdeu?

Oito meses:

Você já está planejando o aniversário?

Quantos quilos você já perdeu?

Nove meses:

Já quer andar?

Já quer falar?

Quantos quilos você já perdeu?

E vamos ficando por aqui, para combinar com os nove meses do questionário da gravidez. Ainda virão muitas perguntas, por muitos anos. Todas, como já disse, são absolutamente do bem. Mas aí a mamãe estará tão escolada na arte de responder, que dispensará qualquer instrumento de apoio. No caso, o querido folheto. E isso é bacana.

Exercício de paciência, parte 2

Gravidez é genial. Mas quando uma mulher fica grávida, ela deve se preparar para satisfazer a curiosidade da população em geral, respondendo a uma série de perguntas ao longo dos nove meses. Todas as pessoas, em especial as mulheres, querem saber da grávida, e ela vira uma celebridade. As pessoas se tornam automaticamente íntimas dela – colegas de trabalho, o caixa do supermercado, desconhecidos que cruzam com você no shopping. De repente, todo mundo sorri para a grávida. No começo a grávida pode estranhar um pouco toda essa simpatia. Mas depois se acostuma e passa a sorrir também. Sem contar que a barriga fica pública, todo mundo põe a mão.

E como as perguntas são praticamente as mesmas para todas as grávidas, a gestante esperta pode até fazer um folheto com uma espécie de FAQ (Perguntas Frequentes, do inglês Frequently Asked Questions), incluindo suas respostas, e distribuir aos curiosos de plantão. É só fazer um por mês. Confira.

Assim que sabem da gravidez:

Foi planejado?

É o primeiro?

Você não tem medo…? (se você está perto dos quarenta, ou se passou)

No segundo mês:

De quanto tempo você está?

E o pai, está feliz?

Ou: Quem é o pai?

Quantos quilos você já engordou?

No terceiro mês:

Você está tendo muito enjoo?

Você está tendo desejos?

Você vai fazer aquele exame do líquido amniótico?

Quantos quilos você já engordou?

No quarto mês:

Já sabe o que é? (referindo-se ao sexo do bebê)

Já comprou bastante coisa?

Quantos quilos você já engordou?

No quinto mês:

Você já escolheu o nome?

Quantos quilos você já engordou?

No sexto mês:

Vai tentar parto normal ou vai fazer cesárea?

Quantos quilos você já engordou?

No sétimo mês, quando o barrigão fica imponente:

Para quando é?

Tem certeza de que não são dois? (se sua barriga for grande)

Mas tem alguma coisa aí dentro? (se sua barriga for pequena)

O quarto já está pronto?

Já fez o chá-de-bebê?

Quantos quilos você já engordou?

No oitavo:

Você ainda está trabalhando?

Você está conseguindo dormir?

Muito pontuda! É menina, não é?

Muito redonda! É menino, não é?

Quantos quilos você já engordou?

Nono mês:

Mas você tem certeza mesmo de que não são dois? (se a sua barriga, que já era grande, ficou enorme)

Onde você vai ter?

A malinha da maternidade já está pronta?

E o(a) irmão(ã), está com ciúme? (se você já tiver um(a) filho(a))

Quantos quilos você engordou?

Um verdadeiro checklist mensal. O que torna o folheto uma ferramenta bastante útil. O curioso fez a primeira pergunta, a grávida entrega gentilmente o folheto. Tudo muito prático. E depois que o bebê nasce, pode-se produzir outro folheto, porque as perguntas continuarão.

E como é tudo curiosidade do bem, bobeira ficar brava. As pessoas querem é compartilhar a fase. Já me peguei aplicando o questionário em várias grávidas. No fundo, as pessoas ficam encantadas com esse, digamos, milagre da vida. Ou então, encantadas com o milagre de você ter engravidado. Logo você, que nem namorado tinha. O que já é aquela outra história.